• Fábio Born

Vidas importam: homenagem ao cabo Cardoso


Por Ramiro Rosário, vereador de Porto Alegre


Nesta sexta-feira (04), o cabo da polícia militar do Rio de Janeiro, Derinaldo Cardoso, foi covardemente assassinado enquanto tentava capturar uma dupla de assaltantes em um estabelecimento comercial de Mesquista-RJ. Os meliantes já foram pegos pela PMERJ, mas não houve grande repercussão do caso na mídia. Você também não verá uma grande comoção de setores da esquerda pela morte de mais um policial no cumprimento do seu dever.


É lamentável, mas a comoção da esquerda é seletiva, e atende a uma pauta ideológica. A Polícia não costuma ser uma das corporações que conta com o apreço/cabresto da esquerda, já que colidiria com a pauta da violência policial e do assassinato de pessoas negras por figuras de autoridade. Sobre isso, é claro que existem maus profissionais nas forças policiais, como existem em todas as Instituições. Nosso dever é fiscalizar e cobrar a responsabilização desses indivíduos, mas sem punir toda a corporação. Generalizar e colocar os bons e os maus profissionais no mesmo balaio é um erro que a esquerda estimula ao demonizar a figura do policial.


Sabemos que não haverá protestos em defesa de vidas policiais por parte de setores da esquerda, que insistem em classificar as vidas que merecem maior ou menor relevância. Então façamos nós a nossa homenagem a um valoroso membro das forças policiais, que deixa esposa e filhos. Cabo Cardoso entrou para a PMERJ em 2013, e exerceu seu trabalho com dedicação, responsabilidade e consciência. Em vídeo lamentando a morte de um colega de farda, o militar afirmou que é dever dos membros da corporação defenderem os cidadãos independente de medo ou agradecimento.


Ser policial não é uma profissão simples, pelo contrário. O senso de dever é acompanhado da noção de que a resistência pode vir da própria sociedade a qual prometeram proteger. Há o constante risco de vida, os dedos apontados à menor falha, enfim, uma tremenda pressão psicológica acompanha os agentes policiais. Por isso, os profissionais da área da segurança pública merecem todo o nosso respeito, e as condolências pela perda de mais um membro.

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