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Asfalto novo: Porto Alegre tem o maior investimento da história em recuperação de ruas e avenidas


A prefeitura lançou, nesta sexta-feira, 5, o maior Programa de Requalificação Asfáltica da história de Porto Alegre. São sete editais de cerca de R$ 113 milhões que, somados às obras já em execução de R$ 23 milhões, totalizam R$ 136,77 milhões em financiamentos para entregar aos porto-alegrenses vias com asfalto de mais qualidade e durabilidade. O programa foi detalhado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior durante transmissão on-line pelas redes sociais, diretamente de um trecho em obras da avenida Ipiranga.

"Em 2019, a gestão Marchezan realizou a maior média mensal de tapa-buracos em Porto Alegre desde 2003. Acompanhei de perto este processo. Apenas tapar buracos, contudo, não resolve o problema de nossas vias. Porto Alegre tem mais de 80% da malha viária vencida, ou seja, o asfalto está velho. Se tapar um buraco num dia, no dia seguinte surge um buraco novo do lado. É por isso que este projeto é tão grandioso, pois a prefeitura está retirando o asfalto velho das ruas e colocando material novo e de qualidade", afirma o vereador Ramiro Rosário.

Marchezan destaca que, para entregar uma cidade mais bonita e preparada para a plena retomada das atividades pós-pandemia, foram mantidos obras e serviços importantes que não impactam no Tesouro Municipal, como a requalificação de vias, executada com recurso carimbado de financiamento. “Este é um momento muito triste, temos consciência da crise econômica, mas buscamos uma alternativa para melhorar o futuro da cidade, que será muito útil para gerar empregos, buscar outros investimentos privados e melhorar a nossa qualidade de vida", enfatiza.


O prefeito explica que a atual gestão encontrou a cidade sem recursos, com mais de 85% da malha viária vencida e a pavimentação deformada, com buracos devido à falta de investimentos. As melhorias são possíveis agora graças à recuperação de crédito junto às instituições financeiras, após as reformas estruturais aprovadas com apoio da Câmara Municipal.


“Planejamos um programa para as principais vias, levando em conta critérios para execução, como ruas e avenidas de maior circulação e o estado geral do pavimento. Estamos investindo em dois anos o que foi investido em 20 anos”, afirma Marchezan. “Nunca foram realizadas em Porto Alegre obras com estudo e execução de projeto anterior, com avaliação técnica da intervenção necessária e adequada para cada trecho.” 


De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Marcelo Gazen, dois lotes de obras de requalificação estrutural já estão ocorrendo em vias de alto fluxo de veículos, como as avenidas Ipiranga, Bento Gonçalves, Antônio de Carvalho e Protásio Alves. “Os cidadãos já estão vendo acontecer essas grandes obras de requalificação completa, que abrangem desde a drenagem, pavimentação, acessibilidade, corredores de ônibus em concreto e sinalização, com uso de polímeros nas intervenções viárias da cidade também pela primeira vez”, salienta. De acordo com Gazen, o avanço técnico de adição dos polímeros na massa asfáltica irá aumentar a vida útil dos pavimentos em 50%, alcançando 15 anos de durabilidade.


O planejamento da Diretoria-Geral de Conservação de Vias Urbanas (DGCVU) da prefeitura prevê que as obras de requalificação estrutural ocorram nas principais vias, as arteriais, e que as de requalificação funcional contemplem vias secundárias, coletoras e locais, desta forma se complementando e abrangendo toda a cidade. “Temos 280 principais logradouros em Porto Alegre, onde circulam 90% dos veículos. Um terço dessas vias estão em boas condições e dois terços, em más condições. A estimativa é que a prefeitura estará fazendo obras em metade delas em dois anos”, detalha o diretor do DGCVU/Smim, Nilton Magalhães. “A sustentabilidade também é um ponto forte desta ação: o material proveniente da fresagem das obras de pavimentação para realizar conservação permanente será em 50% das ruas não pavimentadas”, completa.


Investimento - O valor global do programa é de R$ 136,77 milhões, composto por financiamentos de R$ 103,3 milhões para requalificação estrutural (R$ 23,8 milhões da CAF, referentes aos lotes 1 e 2; R$ 40,75 milhões do Banco do Brasil, referentes aos lotes 3 e 4; e R$ 38,65 milhões da Caixa Econômica Federal, para os lotes 5 e 6) e mais R$ 33,47 milhões para requalificação funcional (3 lotes, com R$ 27,26 milhões da Caixa e R$ 6,2 milhões do Banco do Brasil).


Editais - A prefeitura publica no Diário Oficial desta sexta-feira, 5, o extrato das concorrências públicas para as obras dos lotes 1, 2 e 3 da requalificação funcional e dos lotes 3, 4, 5 e 6 da requalificação estrutural. Os editais completos para cada concorrência estarão disponíveis a partir de segunda-feira no site da Secretaria Municipal da Fazenda. A previsão é que os serviços programados para execução por estes sete editais sejam iniciados já no segundo semestre de 2020 e concluídos em 18 meses.


Estudo - O estudo utilizou um equipamento chamado deflectômetro de impacto, que, ao passar pelas ruas, simula o impacto de uma roda em movimento com carga pré-determinada. Os transdutores de velocidade do equipamento (espécie de receptores) captam o sinal de retorno da via e conseguem, através das vibrações, identificar se ela precisa de recuperação desde a base do solo, a chamada requalificação estrutural. Esse estudo de deflexão se aplica em 20% dos casos. Se o problema no asfalto é apenas superficial, se resolve com a requalificação funcional, ou seja, fresando e colocando uma malha nova. Isso é o que será feito nas demais situações.


ENTENDA: Requalificação estrutural – As obras ocorrem desde as camadas mais profundas, na base, sub-base e superfície do pavimento. Intervenções em drenagem (limpeza das redes e bocas de lobo existentes - hidrojateamento), fresagem e pavimentação em CBUQ nos pontos deformados, implantação de paradas de ônibus em placas de concreto ou blocos intertravados de concreto, rampas de acessibilidade e sinalização.


Requalificação funcional – As obras ocorrem na camada superficial do pavimento. Intervenções em drenagem (limpeza das redes e bocas de lobo existentes - hidrojateamento), fresagem, pavimentação, rampas de acessibilidade e sinalização.


PROGRAMA DE REQUALIFICAÇÃO VIÁRIA DE PORTO ALEGRE


- Obras de requalificação estrutural e funcional - 66 vias - Extensão: 104,9 km - Valor previsto: R$ 136.772.765,00  - Limpeza de rede de drenagem: 104.056 metros  - Limpeza de bocas de lobo: 3.054 unidades - Implantação de rede de drenagem: 1.017 metros - Implantação bocas de lobo: 189 unidades - Paradas de ônibus: placas de concreto - 118 unidades; blocos intertravados de concreto - 36 unidades - Rampas de acessibilidade: 2.240 unidades


Fonte: site da Prefeitura de Porto Alegre

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