Serviço precário na porta de casa ou de qualidade a metros de distância?


Por Ramiro Rosário, vereador em Porto Alegre


Há um ditado que diz: “o barato sai caro”. Isso vale para os serviços públicos de saúde. O que é melhor: um serviço precário na porta da sua casa, ou um serviço de qualidade a alguns metros de distância? Eis uma boa reflexão para quem se indignou com a transferência dos serviços das Unidades de Saúde Laranjeiras, Jenor Jarros, Vila Elizabeth e Pitinga para outras, com melhor infraestrutura e um quadro mais amplo de profissionais.


A mudança foi necessária porque os locais fechados não possuíam perspectiva de aperfeiçoamento, e ofereciam um serviço precário aos porto-alegrenses. As Unidades para onde foram transferidos - Morro Santana, Ramos, Nova Brasília e José Mauro Ceratti Lopes - são relativamente próximas, possuem farmácia em tempo integral, além de serviços que sequer estavam disponíveis nas USs fechadas. Ademais, embora o cidadão fique com a falsa impressão de que a prestação do serviço foi reduzida, vale lembrar que a Prefeitura de Porto Alegre aumentou a cobertura dos cuidados básicos em saúde de 53% para 78%.


Enquanto você assiste entidades sindicais acusando a gestão Marchezan Jr de acabar com a saúde, de demitir injustamente os funcionários do IMESF - Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família - e de deixar os porto-alegrenses desassistidos em plena pandemia, o prefeito firmou acordo com a Associação Hospitalar Vila Nova, com a Sociedade Sulina Divina Providência e com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre para garantir os serviços básicos de saúde para a população. Inclusive, muitos funcionários do extinto IMESF puderam continuar trabalhando graças a essa parceria.


A decisão de demitir os profissionais do IMESF não partiu do Governo municipal, mas do Supremo Tribunal Federal, a pedido dos sindicatos que agora incitam o povo. A gestão Marchezan não teve alternativa a não ser acatar a decisão e extinguir o IMESF, desligando todos os funcionários. Mesmo assim, muitos acabaram recontratados através das parcerias com as entidades privadas mencionadas. Parcerias essas que permitiram passar de 06 para 45 unidades de saúde funcionando no mínimo de 12 horas por dia, bem como de 229 para 309 equipes de saúde da família completas. Então, vais continuar ouvindo asneiras de sindicalistas?

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