O que espera os mandatários eleitos em 2020

Nas eleições deste ano, o maior destaque não vai para a derrocada do PT - que perdeu em todas as capitais onde concorreu -, ou para o recado dado nas urnas àqueles que se afastaram da agenda anticorrupção. O que chama mais atenção é o padrão crescente de abstenções a cada pleito. Grande parte dos eleitores brasileiros parece ter perdido o interesse em exercer o seu direito à cidadania, ao que precisamos nos esforçar para encontrar uma solução para esse problema, que pode comprometer nossa Democracia.


Tanto em Porto Alegre-RS quanto em São Paulo-SP o número de eleitores da comunista Manuela D’Ávila (PCdoB) e do invasor de propriedade Guilherme Boulos (PSOL) é menor que o número de eleitores que preferiram se abster do direito ao voto - cerca de ⅓ do total. Poderíamos pensar que se trata apenas de uma consequência da pandemia de COVID-19, mas em 2016 as duas capitais já contavam com aproximadamente ¼ de ausência nas urnas.


O que levou os brasileiros que lotaram as ruas pedindo o fim da impunidade a perder a fé tão rápido? Infelizmente, uma combinação de fatores. Além da pandemia, é a falta de compromisso dos eleitos de 2018 com suas promessas de campanha. Deixaram de lado o combate à corrupção e aos privilégios, relegando aos cidadãos a sensação de falta de opções no cenário político para representá-los. Se aqueles que prometeram ser a “nova política” se revelaram “mais do mesmo”, porque o cidadão deveria perder tempo com eleições e renovação?


É por isso que a responsabilidade dos mandatários eleitos em 2020 é ainda maior. Prefeitos e vereadores terão o dever de mostrar aos eleitores que valem o voto de confiança depositado nas urnas. Deverão resgatar a vontade dos brasileiros em exercer sua cidadania - não apenas como uma obrigação imposta, mas como a forma do povo exercer seu poder democraticamente.

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