CEEE Equatorial irá regularizar 100 mil clientes em Porto Alegre

Cronograma da companhia foi detalhado na Câmara a partir da convocação feita pelo vereador Ramiro Rosário (PSDB). Serão mil clientes contemplados até o final do ano e 20 mil até dezembro de 2022

Ao lado de Ramiro Rosário, o superintendente técnico da CEEE Equatorial, Julio Eloi Hofer, disse que a regularização começou nos últimos dias na Lomba do Pinheiro. Foto: OAJ

A CEEE Equatorial irá regularizar 100 mil clientes irregulares em Porto Alegre. A informação foi dada pelo superintendente técnico da empresa, Julio Eloi Hofer, nesta terça-feira, 23, no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal. A metodologia e o cronograma de regularização da energia elétrica na Capital foram detalhados pela CEEE Equatorial, a partir da convocação feita pelo vereador Ramiro Rosário (PSDB). O superintendente técnico disse que a regularização começou nos últimos dias na Lomba do Pinheiro. Até o final do ano, mil clientes serão atingidos. Até dezembro de 2022, 20 mil clientes serão regularizados na Capital, beneficiando em torno de 100 mil pessoas, e assim sucessivamente até atingir os 100 mil clientes mapeados pela empresa, alcançando aproximadamente 500 mil pessoas. Hofer informou que das 700 comunidades irregulares existentes em Porto Alegre, cerca de 500 já estão identificadas pela CEEE Equatorial. Hofer disse que, ao longo do tempo, a CEEE estatal não fez nenhum movimento nas áreas com problemas fundiários. “Só que isso não resolveu o problema, ao contrário, agravou. Agora, nós queremos encarar esse problema de outra forma, até porque o desperdício de energia está na tarifa paga por todos os consumidores”, afirmou o superintendente. Atualmente, segundo ele, 17% da energia distribuída pela empresa em Porto Alegre não é cobrada hoje pela CEEE, sendo que 9,73% é a perda que pode ser incluída na tarifa. “Essa ineficiência gera um custo pago por todos”, salientou.

Público presente na reunião com a CEEE Equatorial no Plenário Ana Terra contou com conselheiros do Orçamento Participativo. Foto: OAJ

Ramiro observou que o serviço público não precisa necessariamente ser estatal. “A PPP da Iluminação Pública, por exemplo, está levando a modernização das lâmpadas LED para toda a cidade por meio de uma empresa privada. Agora a CEEE vai levar energia para ao redor de 1/3 dos porto-alegrenses, especialmente os mais carentes”, destacou. O vereador questionou se há dificuldade de cobrança nas áreas irregulares. Hofer disse essa ideia não se confirma na prática, conforme mostram os números. “As pessoas querem sim se regularizar. Nos lugares onde já ocorreu regularização em Porto Alegre, temos um índice de adimplência de 82%”, informou. A CEEE Equatorial disse que investirá R$ 100 milhões até o final deste ano na Capital. Em 2022, serão aplicados mais R$ 300 milhões pela empresa. “Falta muita luz em Porto Alegre e demora pra voltar”, lamentou Hofer, dizendo que cai luz duas vezes mais do que deveria e a retomada do serviço demora o dobro do tempo. “Precisamos de tempo para recuperar a qualidade do serviço prestado pela empresa, que estava na última colocação no ranking de qualidade da Aneel quando a recebemos no dia 14 de julho”, explicou o superintendente. A reunião contou com a presença da secretária-adjunta de Habitação e Regularização Fundiária, Simone Somensi, e dos vereadores Gilson Padeiro (PSDB), Comandante Nádia (DEM), Felipe Camozzato (Novo), Mari Pimentel (Novo) e Cassiá Carpes (PP). Também estiveram presentes os representantes da CEEE Equatorial, Giovani Francisco da Silva (assessor de Relações Institucionais), Marvin Ramgrab (Gerente de Relacionamento), Marcelo Paludo (consultor comercial) e Alessandro Trindade (Executivo Relacionamento), além de moradores e conselheiros do Orçamento Participativo de Porto Alegre.

Texto: Orestes de Andrade Jr. (reg. prof. 10.241)

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