A mentira de Macron e o ataque ao agronegócio brasileiro


Por Ramiro Rosário, vereador em Porto Alegre


A proteção do Meio Ambiente é uma das pautas mais relevantes do nosso tempo. Danos ambientais, a longo prazo, comprometem a saúde e a qualidade de vida da população. Por essa razão, estamos diante de uma agenda de responsabilidade de todo o espectro político, que não deve ser conduzida visando fins partidários e/ou finalidades escusas. Nem como verniz para camuflar interesses protecionistas de determinados Países, como a França de Emmanuel Macron, que colocou na soja brasileira a pecha de inimiga da Floresta Amazônica.


Em vídeo compartilhado em suas redes sociais, o presidente francês chama os produtores agrícolas europeus de incoerentes por adotarem medidas de proteção ambiental enquanto continuam a importar a soja produzida no Brasil, pois isso seria endossar o desmatamento na Amazônia. O caráter protecionista de suas declarações é revelado na alternativa proposta: investir na produção de uma soja europeia ou equivalente, para acabar com 50 anos de políticas de importação de proteínas da América do Sul, o que alega ser questão de “soberania”.


Vale ressaltar que a afirmação de que a produção de soja contribui para o desmatamento no Brasil é falaciosa. Conforme dados da EMBRAPA, apenas 10% das lavouras de soja ocupam o solo amazônico, ou seja, 90% da oleaginosa importada vem de outras partes do Brasil, bem distante da Amazônia. Ademais, mesmo esses 10% não integram as estatísticas de áreas desmatadas na região, por conta da chamada Moratória da Soja - pacto internacional que impede a comercialização de oleaginosa produzida em solo desmatado desde 2008.


Não fosse o absurdo de tentar esconder seu objetivo protecionista, o chefe de Estado da França criou uma falácia para fingir que está preocupado com a preservação do meio ambiente. Propagou uma mentira que mancha a imagem de nossos produtos no mercado, apenas para fortalecer o seu, logo depois de uma grave pandemia, que deveria despertar a solidariedade das Nações, não o contrário. Lamentável para o meio ambiente, para a boa relação entre os países e o desenvolvimento da economia mundial.

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