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  • Ramiro Rosário

Novos restaurantes já oferecem 300 refeições gratuitas ao dia


Os dois primeiros restaurantes Prato Alegre, que atenderão pessoas em situação de rua e servirão refeições gratuitas aos usuários cadastrados na Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) foram abertos nesta quinta-feira, 26. Um fica na Zona Central, na rua Garibaldi, 461. O outro está localizado na rua Dona Otília, 210, na região da Vila Cruzeiro. Serão oferecidas 300 refeições diárias, sendo 200 no Centro e outras 100 na Cruzeiro. No primeiro dia o cardápio foi arroz, feijão, strogonoff de frango, batata soute, água saborizada e maçã, de sobremesa. O almoço teve show ao vivo dos músicos João Batista dos Santos (violão) e do venezuelano Roner Urbina (violino). Na próxima segunda-feira, 30, será servida uma refeição especial de final de ano para os frequentadores dos dois restaurantes. O prefeito Nelson Marchezan Júnior participou da inauguração do restaurante na Garibaldi, almoçou e elogiou a qualidade da comida preparada pelo chefe Zanfir da Silva e equipe. Desafios - Marchezan agradeceu a coragem dos gestores e técnicos da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE) em encarar o desafio, e aos vereadores por votarem as reformas necessárias que permitiram tirar um pouco de quem tem muito e dar para aqueles que têm pouco ou nada tem. “Estes espaços possibilitam a dignidade e a independência dos usuários”, destaca. O chefe do Executivo também lançou três desafios: a climatização dos restaurantes, a necessidade de abordagem a todos os usuários, principalmente às crianças verificando se estão matriculados nas escolas ou em creches, além de relatórios semanais que registrem quantas pessoas que utilizam os restaurantes e albergues obtiveram emprego. “Temos que oportunizar a transformação, uma vez que temos as ferramentas que podem levá-las a uma vida melhor”, enfatiza.

Novas unidades - A gestão é da Organização Social Civil (OSC) Beith Shalom, qualificada através de chamamento público. A OSC será responsável também pelo segundo restaurante do Centro e pelo da Lomba do Pinheiro, que devem abrir ainda no primeiro trimestre de 2020, com mais 300 refeições diárias e gratuitas. E um terceiro vai funcionar na Restinga com gestão do Centro Social Padre Pedro Leonardi, com 100 refeições/dia. Quando todos os restaurantes estiverem abertos, serão oferecidas cerca de 800 refeições por dia. Antes, eram servidos cerca de 500 pratos, apenas no centro da cidade. A prefeitura vai investir o total de R$ R$ 2,6 milhões em todas as unidades.

O secretário municipal de Desenvolvimento Social e Esporte, Moisés Fraga Gonçalves, ressalta o novo formato de atendimento das refeições sociais. “O local não será apenas para comer, mas também será prestada uma abordagem social mais abrangente, com oficinas, atendimento em saúde e encaminhamentos para mercado de trabalho, como forma de transformação da vida”, diz. A presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Vera Ponzio, disse que o prefeito Marchezan os instigou para que fosse criado um caminho de oportunidades. “A semente está plantada, precisamos irrigar e cuidá-la para que as pessoas que daqui saiam, encontrem um caminho melhor”, avalia.

A vereadora Comandante Nádia, que representou o Legislativo Municipal e quando secretária foi quem iniciou o projeto, enalteceu a descentralização. “As pessoas em situação de rua, em extrema pobreza e idosos em situação de vulnerabilidade não necessitarão se deslocar da Restinga ou da Lomba do Pinheiro para o Centro. Teremos restaurantes descentralizados atendendo”, diz.

O presidente da Associação Beth Shalon (ABS), Niles Kael, lembrou que há 10 anos ajudam as pessoas e sempre tiveram o desejo de estar com uma estrutura no centro e agora isso está sendo possível. O presidente da Igreja Batista Brasileira da Zona Sul, mantenedora da ABS, Pastor Hudson Taylor, lembrou da oração do Pai Nosso quando cita “pão nosso de cada dia” para dizer que isso é a concretização de um sonho.

Histórico - O antigo Restaurante Popular, onde eram servidas refeições a R$ 1,00, foi fechado em 2013 e reaberto em 2014, no Albergue Municipal. Em 2015, passou para sede própria, na rua Santo Antônio, bairro Floresta. Em 2016, foi realizado um novo convênio com o governo do Estado, encerrado em 2017, quando a prefeitura passou a arcar sozinha com os custos.

Em janeiro de 2019, foi lançado edital em busca de parceiros interessados em assumir a instituição, mas não houve propostas. Em 9 de maio, o Restaurante Popular foi fechado e uma alternativa temporária foi oferecida pela prefeitura, em parceria com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais do Brasil (Adra). Desde lá, os almoços são servidos no Ginásio Tesourinha, somente para a população em situação de rua cadastrada pela equipe de Assistência Social. Esta parceria se encerra dia 31 de dezembro.

Também estiveram presentes o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Leandro Balardin; o vice-presidente da Fasc, Joel Lovatto; o diretor Geral do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), Amâncio Ferreira; o adjunto do Demhab, Ademir Maria; o administrador do restaurante do Centro, Paulo Daniel Souza dos Santos; o diretor de Fiscalização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Denis Carvalho; o diretor do Trabalho, Emprego e Renda, Nelson Beron; o diretor do Projeto Restaurar dos Albergues Acolher, Ricardo Poganski; os representantes da Associação Intercomunitária de Atendimento Social (Aicas), Maluany Lorena, Mateus Baldissera e Gislaine Pinheiro, além do representante do Centro de Promoção da Criança e do Adolescente (CPCA) e do Serviço de Abordagem Social Ação Rua, Mônica Albuquerque.

Fonte: Site da Prefeitura de Porto Alegre

Foto: Jefferson Bernardes/PMPA Texto de: Paulo Ricardo Fontoura e Maria Emilia Portella

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