Inicia primeira obra do sistema de macrodrenagem do Arroio Areia


O prefeito Nelson Marchezan Júnior autorizou, no início da tarde desta terça-feira, 5, o início das obras de drenagem da Bacia Hidrográfica do Arroio Areia, orçadas em R$ 107,2 milhões (nesse valor está incluída a verba para os trabalhos sociais). O investimento contempla 14 bairros da zona Norte e beneficia cerca de 180 mil pessoas. O evento foi realizado na praça Doutor Luis Francisco Guerra Blessman, no bairro Três Figueiras, que receberá um reservatório em concreto com capacidade de armazenamento de 7,6 mil m³, obra orçada em R$ 6 milhões e prevista para ser concluída em 12 meses. “Estas obras são fundamentais para a região que sofre há décadas com alagamentos e beneficiará principalmente os mais pobres. Estamos dando seguimento ao trabalho de outras gestões. O que tememos é voltar a ficarmos impossibilitados de tomar financiamentos internacionais, o que inviabilizaria novos projetos”, destacou o prefeito citando a situação financeira da cidade. “Talvez a cidade não sinta agora os reflexos disso, mas com certeza a próxima gestão não poderá dar seguimento em investimentos, obras e em ações como nós estamos dando em alguns”, explicou Marchezan, referindo-se à necessidade de serem aprovadas as reformas que estão na Câmara de Vereadores para amenizar o atual quadro. Fundo perdido - Os recursos para as obras do arroio Areia, a fundo perdido, são provenientes do Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais, o chamado PAC Prevenção. Está prevista uma contrapartida financeira de R$ 1,3 milhão. O projeto prevê, ainda, obras de implantação de cerca de 7 mil metros de galerias pluviais em 15 ruas, ampliando o sistema de macrodrenagem e evitando os constantes alagamentos existentes na região. Estão previstas a construção de sete bacias de amortecimentos de cheias (grandes reservatórios que contêm a água da chuva, evitando alagamentos). A capacidade de armazenamento de águas da chuva deverá triplicar na região. As obras ajudarão a eliminar pontos históricos de alagamentos em Porto Alegre, como na Nilo Peçanha com Teixeira Mendes e nas proximidades da avenida Sertório. Nesse projeto também será reformada e ampliada a casa de bombas Sílvio Brum, localizada na avenida Sertório. Sala de geradores - A sala de geradores existente será ampliada para implantação de novos dispositivos, ou seja, mesmo com a falta de energia elétrica, as bombas continuarão funcionando. Hoje, essa casa de bombas funciona com menos da metade de sua capacidade e apresenta problemas nas comportas (em caso de elevação do Guaíba, ocorre retorno de água por vazamentos) com riscos de acidentes. Representando o consórcio responsável pelos projetos e execução dos trabalhos, o diretor da RGS, Rafael Sacchi, diz que o conjunto de obras empregará 50 pessoas num primeiro momento, chegando a 200 de forma direta e outras centenas de vagas indiretamente. O vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro de Lacerda, ressaltou o processo de agilizaç